28 de junho de 2010

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Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é um transtorno neurológico que aparece na infância e, normalmente, acompanha o indivíduo por toda a vida.

Manifesta-se através das características: hiperatividade, distúrbio de atenção (ou concentração), impulsividade e agitação. Como consequência desses sintomas, surge, muitas vezes, outros graves problemas, como distúrbios emocionais e de aprendizagem, e aproveitamento de conteúdos escolares que levam a reprovação e até abandono da escola.

É o transtorno mais comum em crianças e adolescentes que são encaminhados para serviços especializados. Foi comprovado que o TDAH atinge de 3 a 5% da população.

Em geral, o TDAH na infância aparece na escola pela dificuldade no relacionamento com as outras crianças, pais e professores, embora os sintomas já estejam presentes antes disso. Os principais sintomas podem persistir na adolescência e até na vida adulta, quando não tratados devidamente. O desconhecimento desse quadro, frequentemente, acaba levando à demora no diagnóstico e no tratamento dos portadores do TDAH, os quais acabam sofrendo por vários anos sem saber que a sua situação pode ser tratada.

Os professores são os primeiros a detectar o problema, já que podem comparar a conduta entre crianças da mesma idade desde a educação infantil. Quando se suspeita que a criança possa estar sofrendo desse transtorno, deve-se realizar uma consulta com um profissional especializado.

É necessário o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para reduzir os conflitos comportamentais, tanto familiares quanto escolares, como repetência na escola, abandono dos estudos, problemas nos relacionamentos e comportamentais.

Na primeira infância, já aparecem as características do TDAH:

 

  • dificuldades para manter atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
  • parece não ouvir quando lhe dirigem a palavra.
  • não termina seus deveres escolares e não consegue seguir instruções.
  • tem dificuldade em organizar atividades.
  • não gosta de atividades que exijam o esforço mental.
  • perde com frequência coisas necessárias para tarefas ou atividade, como, por exemplo, brinquedos, livros e outros materiais.
  • distrai-se com facilidade por estímulos alheios à tarefa.
  • apresenta esquecimento em atividades diárias.
  • mexe os pés e as mãos e se remexe na cadeira.
  • não consegue permanecer sentado.
  • corre em demasia, escala e sobe nas coisas, especialmente quando é inadequado.
  • tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer.
  • está frequentemente a “mil”, age como se estivesse a “todo vapor”.
  • fala em demasia e tem dificuldade em esperar a vez.

 

 

É preciso estabelecer uma rotina escolar que colabore para concentrar a atenção do aluno hiperativo e com déficit de atenção, pois não pode ser confundido com problema de aprendizagem. A criança com TDAH tem condições de aprender, mas precisa ser diagnosticada precocemente para ter um tratamento médico e pedagógico adequado, que possa auxiliar e diminuir o impacto do TDAH sobre o seu desenvolvimento.

A orientação familiar, a estruturação do ambiente, a orientação médica e a educação com limites podem ajudar e diminuir o nível de ansiedade e desorganização da pessoa com TDAH. Pais, professores e profissionais de saúde devem manter uma estrutura de relacionamento numa dimensão multidisciplinar para estabelecer um tratamento, um programa pedagógico adequado, medicação quando necessário e aconselhamento familiar.

Os familiares devem ser orientados no sentido de compreender que a permissividade, a compaixão e a falta de limites não são úteis para a criança. Elas não se beneficiam por serem dispensadas das exigências, expectativas e planejamentos da vida diária de qualquer outro indivíduo.

Estes procedimentos são especialmente adequados para contribuir com o desenvolvimento do potencial de atenção e concentração, estimulando o aumento geral dos resultados. Com tudo isso, pode-se diminuir o grau de sofrimento, tanto da criança como das pessoas que convivem com ela no dia a dia, e tais resultados terão benefício ao longo da vida, tanto nos aspectos escolares quanto no âmbito pessoal e social e da inserção ao trabalho.